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terça-feira, 5 de julho de 2011

Inacreditável: Doces fazem bem à saúde

Não, você não está lendo errado. Ao contrário do que todos os nutricionistas, médicos, dentistas, profissionais da saúde, mães preocupadas e outros dizem, os doces fazem sim bem à saúde.
A pesquisa foi divulgada pela revista ''Food and Nutrition Research'', e revela que crianças que comiam doces regularmente são menos propensas a chegarem ao sobrepeso ou à obesidade em relação às crianças em que os doces consumidos de maneira regular não faziam parte da dieta.Aparentemente a mesma coisa acontece com adolescentes que seguiam a mesma dieta.
O estudo foi realizado pela Universidade Estadual da Louisiana com mais de 11 mil crianças e jovens com idades entre 2 e 18 anos e os dados revelaram que as crianças que comiam doces regularmente eram, em média, 22% menos propensas a estarem acima do peso.O mesmo efeito foi observado em adolescentes, em que a chance de se tornarem adultos com sobrepeso e obesidade era 26% menor nesses indivíduos.Em todas as idades de indivíduos que consumiam doces haviam níveis baixos de proteína C-reativa. Essa substância, em grandes concentrações no organismo, é responsável pelo aumento na vigência de processos inflamatórios, e está ligada a doenças crônicas e cardiovasculares.
Os cientistas atribuem o resultado incrível ao fato de que as crianças que consumiam doces adequadamente desde cedo aprendiam a controlar o que comem, e que aqueles que só em ocasiões especiais ingeriam doces sabiam manter seus hábitos alimentares e o que fazia bem a eles.
Isso não quer dizer que todo mundo pode comer quantidades excessivas de doces, afinal o excesso dessas delícias na dieta aumenta a concentração de glicose sanguínea e de insulina, o que pode levar a casos de diabetes tipo II. O estudo foi feito considerando porções adequadas e crianças que aprenderam desde muito pequenas a controlarem o que comem. Na verdade, esse estudo só prova que tudo pode ser consumido, de acordo, claro, com as condições de cada indivíduo e com moderação.


http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/07/01/pesquisa-mostra-que-criancas-que-comem-doces-sao-menos-propensas-ficar-acima-do-peso-ou-se-tornar-obesas-924813540.asp

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Você sabe o que é ''Cranberry''?



Ao contrário do que você pode estar pensando agora, cranberry não tem nada a ver com a banda irlandesa ''the cramberries'' que fez um show em Brasília ano passado.Essa frutinha parecida com uma amora é muito conhecida como a grande salvadora de mulheres que sofrem de infecção urinária.Mas, antes que você vá correndo comprar um vidro de suco da fruta(que, por sinal, é bem caro),saiba que seus efeitos estão sendo fortemente questionados.
Originária dos Estados Unidos, a cranberry (oxicoco,em português) é muito conhecida por conter uma substância ativa chamada proantoclanidina (PAC), que seria a grande responsável pelo milagre.A PAC atuaria como antiaderente,impedindo que as bactérias causadoras da infecção ''grudem'' no epítélio que reveste o trato urinário,além de agir como antioxidante.
Mas pesquisas recentes afirmam que, na verdade, a substância não possui efeito algum sobre o organismo,e que  o que age mesmo sobre o metabolismo das mulheres é o fato de que elas estariam ingerindo mais líquido,o que previne, de fato, uma infecção urínária, e o efeito anitoxidante da fruta viria da vitamina C presente.
Uma importante pesquisa  foi realizada na Universidade de Michigan com mulheres de 18 a 40 anos de idade, e foi publicada no periódico ''Clinical Infectious Disesases''.Na pesquisa, as pacientes foram divididas em dois grupos : um dos grupos ingeria, em média, 300 ml de suco de cranberry duas vezes por dia, e o outro grupo, a mesma dose, só que de um suco genérico, que funcionava como placebo.
Resultado: o suco de cranberry e o placebo funcionaram de maneira semelhante.
Não entendeu? Eu explico.
A bebida-placebo e o suco da fruta funcionaram, afinal, da probabilidade de 30% das pacientes contraírem uma infecção,apenas 16%  passaram por isso.Dos casos observados,a maioria era do grupo que tomou o suco de cranberry.Ou seja, o suco, ao contrário do que se esperava, não deu uma proteção maior contra o risco de acontecer uma infecção.
Além do fato de que as mulheres ingeriram mais líquido, outra hipótese para o número reduzido de casos de infecção seria a presença de ácido ascórbico (vitamina C) nas duas bebidas.Mas não há estudos conclusivos sobre isso.
Não se sabe exatamente que tipo de substância existiria nelas que poderia ajudar de certa forma essas pacientes, mas com certeza o suco de cranberry nada mais é que um suco simples, muito gostoso e que, de acordo com os estudos atuais, pode no máximo matar a sede.
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/844317-suco-de-cranberry-nao-protege-contra-infeccao-urinaria-diz-pesquisa.shtml
http://saude.ig.com.br/bemestar/saudealternativa/efeito+medicinal+do+suco+de+cranberry+questionado/n1237991528552.html

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Café : Vantagens e Desvantagens

Ao navegar pela página online do jornal Folha de São Paulo, me deparei com um artigo que me chamou a atenção. 
Quem nunca ouviu falar que o café faz mal à saúde em vários aspectos? Que pode ser o causador de males como câncer de mama, infarto, e que pode contribuir até para o aborto? É, para várias pessoas ele é motivo de pânico.Quando se fala em café, a primeira palavra que vem à mente é energia. A segunda, perigo.Motivo: muitas pessoas que sofrem de doenças como hipertensão e gastrite dizem não poder nem chegar perto de uma xícara dessa deliciosa bebida. Mas muitos dos mitos relacionados ao café já foram desmentidos pela ciência.
Na verdade, o café é muito mais um amigo do que um  inimigo da saúde.Vejamos o porquê.
A má reputação do café é dada pela substância mais conhecida dele: a cafeína.Esse elemento tão simples, se consumido em grandes quantidades, pode gerar danos imensos ao organismo. Dentre os problemas ocasionados pela ingestão excessiva de café podemos citar o aumento da secreção de ácido clorídrico no trato digestivo (daí o fato de muitas pessoas que sofrem de gastrite não consumirem café), ação diurética causadora da perda de vitaminas essenciais e minerais e redução da taxa de oxigenação dos neurônios.
Mas, se observarmos bem esses malefícios, veremos que eles são presentes em indivíduos que ingerem quantidades de cafeína excessivas, diferente daqueles que ingerem pequenas doses diárias de cafeína.
O blog Educação para a Saúde cita um estudo realizado pela Associação Industrial e Comercial do Café, com relação a doenças como Diabetes Mellitus tipo II, Alzheimer e Parkinson, mostrando que existe uma relação inversa entre o consumo regular de  café e a incidência dessas doenças, além de fazer referência a uma pesquisa realizada em Madrid com 8000 mulheres por 20 anos mostrando que a ingestão diária de 3 cafés pode  reduzir em 20% o risco de AVC e 25% o risco de infarto do miocárdio, que são efeitos oriundos das substâncias antioxidantes responsáveis por melhorar as funções dos vasos sanguíneos.
No artigo do Folha de São Paulo, uma pesquisa divulgada em março pela revista '' Stroke '' mostra que beber mais que uma xícara pode reduzir em 25% o risco de derrame em mulheres e que o café tem a capacidade de diminuir inflamações e a resistência à insulina.
Traduzindo: o café consumido diariamente e em doses moderadas, ao contrário que muita gente pensa, pode sim fazer bem (e muito) ao nosso organismo, agindo como elemento preventivo de várias doenças. Além disso o café aguça a atenção, tornando mais fácil a realização de atividades em que seja preciso se concentrar e melhorando assim seu desempenho.
 E aí, vai um cafezinho?

Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/887401-cafe-reduz-incidencia-de-derrame-em-mulheres.shtml
http://educacaoprasaude.blogspot.com/2009/04/o-cafe-fal-mal-saude-verdade-ou-mito.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caf%C3%A9#O_caf.C3.A9_e_a_sa.C3.BAde

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Adoçante : mocinho ou vilão da saúde?

Há muito tempo vem sendo difundida a ideia de que adoçantes têm ligação com uma vida mais saudável.Os adoçantes foram criados para auxiliar as pessoas diabéticas a controlar o nível de açúcar no sangue e ajudar no tratamento de pessoas obesas .Mas a mídia divulga o adoçante como um produto irrestrito, podendo ser consumido por qualquer pessoa, em qualquer situação. Hoje é cada vez maior o número de pessoas que consomem adoçantes em geral em grandes quantidades, sem necessidade e sem nem mesmo imaginar a possibilidade de causar algum dano a  seu corpo. Mas será que ele realmente faz bem à saúde?


Os adoçantes podem ser classificados como naturais ou sintéticos, nutritivos ou não-nutritivos. A função principal dos adoçantes é adoçar os alimentos com a mesma potência e sabor do açúcar comum, porém em uma quantidade de consumo bem menor.
Mas, para entender como eles funcionam no organismo, é preciso conhecê-los um pouco melhor. Veja suas principais vantagens e desvantagens:

Sacarina: 

É um dos adoçantes mais antigos e foi o primeiro adoçante sintético  a ser descoberto.É derivado do petróleo. Adoça até 500 vezes mais que o açúcar e não é metabolizado pelo organismo. Deixa um sabor amargo quando é usado  em grandes quantidades.Houve um tempo em que seu rótulo possuía avisos de risco cancerígeno, mas em 1986, pesquisas científicas comprovaram a sua segurança para a saúde. É de fácil solubilidade e estável em altas temperaturas. É muito utilizado pelo setor de produção de alimentos industrializados. Seu uso é permitido em mais de 100 países, mas está proibido no Canadá. Não é recomendado para hipertensos. 
   
Dose diária recomendada: 175mg ( menos de um sachê de 0,8g).


Ciclamato:

É um adoçante artificial muito usado pelo setor alimentício e também é  derivado do petróleo.São encontrados pricipalmente em bebidas dietéticas, geléias e como adoçantes de mesa. Possui sabor semelhante ao do açúcar, sendo 30 vezes mais doce que ele, mas ainda assim com um leve gosto amargo. Não é metabolizado pelo organismo. Não perde a doçura quando submetido a temperaturas extremasNão é vendido nos EUA, Inglaterra, França e Japão, mas é permitido em outros 50 países.

Dose diária recomendada:  770mg ( um sachê de 0,8g).

Aspartame: 

Possui sabor semelhante ao açúcar branco, mas adoça 300 vezes mais, permitindo o uso de pequenas quantidades. Não é metabolizado pelo organismo. É  muito utilizado pela indústria alimentícia, principalmente nos refrigerantes diet.. O aspartame é muito sensível ao calor e perde o seu poder adoçante em altas temperaturas. Pode deflagrar crises de enxaqueca. Seu uso é contra-indicado para portadores de fenilcetonúria, uma doença genética rara  em que o organismo não consegue metabolizar fenilalanina, gestantes e lactentes.

Dose diária recomendada: 2,8g (aproximadamente 4 sachês de 0,8g).


Sucralose: 

É um adoçante sintético que adoça 600 vezes  mais que o açúcar e possui sabor agradável. Não é calórico  e, assim como os outros, ele também não é metabolizado pelo organismo. Além disso, não produz cáries, pois reduz a produção dos ácidos responsáveis pela sua formação. Pode ser usado como adoçante de mesa, em formulações secas (como refrescos e sobremesas instantâneas), em aromatizantes, conservantes, temperos, molhos prontos e compotas. Possui a vantagem de ser estável a altas e baixas temperaturas e resiste a longos períodos de armazenamento. Por ser o adoçante mais recente, os riscos à saúde  ainda são pouco conhecidos.

Dose diária recomendada: 1g  (pouco mais de um sachê de 0,8g).


Stevia: 

É um adoçante natural, produzido através da Stevia rebaudiana, planta originária da América do Sul,e é rica em glicosídeos de alto poder adoçante, 300 vezes maior à sacarose. Pode ser consumido por qualquer pessoa sem contra-indicações, não produz cáries e não é calórico, tóxico, fermentável ou metabolizado pelo organismo. Assim como a sacarina, o ciclamato e a sucralose, ele também apresenta boa estabilidade em altas ou baixas temperaturas. O produto já foi proibido nos EUA; hoje é vendido com restrições. É o adoçante mais usado no Japão.
 
Dose diária recomendada: 385mg (menos de um sachê de 0,8g).


Vale lembrar que a maioria dos médicos não o recomenda por já estarem presentes em outros alimentos e estarem associados ao sódio,um dos maiores vilões da hipertensão. Pessoas hipertensas devem procurar controlar o nível de sódio na alimentação, assim como quem possui problemas renais. Adoçantes como o ciclamato ou a sacarina, por exemplo, possuem altos níveis de sódio.

 Fica a dica: Se você usa adoçante, respeite os limites de consumo. Se não o consome, mas quer perder os quilinhos a mais, procure saber se pode ou não.  Para saber qual o tipo certo de adoçante para você, o ideal é procurar um médico e conhecer suas restrições e necessidades, e ler com atenção os rótulos dos produtos disponíveis no mercado.







Fontes:
http://www.minhavida.com.br/conteudo/2250-Adocantes-engordam-ou-emagrecem.htm
http://www.unesp.br/aci_ses/revista_unespciencia/acervo/01/quem-diria